Amor na prateleira - Milão

A última parada da minha viagem foi em Milão, Itália, cidade de pessoas bonitas e muito bem vestidas. Ficamos num hotel super bem localizado do lado do Duomo di Milano, da Galleria Vittorio Emanuele, e muitas outras lojas, inclusive a loja de departamento Renascence.

Por lá, não pude deixar de reparar muitos produtos falando de amor. Alguns tendo o amor como tema central, outros como padronagem, outros como tom de voz.

O primeiro foi a a garrafa de água com design da Diane von Furstenberg para Evian. Sua letra decora uma garrafa da marca dizendo "water is life is love is life is water is life..." ou "água é vida é amor é vida é água é vida...".

Depois foi o chá orgânico Løv, que significa "folha" nos países escandinavos, de onde a marca veio. Mas é claro que todo mundo lê love, amor.  Eles ainda tem sabores lindos como "Løv is good", "Løv is pure", "Løv is zen, "Løv is beautiful", ou seja, o amor é bom, o amor é puro, o amor é zen e o amor é belo. 

E todo mundo sabe que os italianos tem as melhores gelaterias. Na CioccolatItaliani, o chocolate fala com você e declara seu amor "from chocolate with love". (Detalhe pra cara da pessoa de felicidade com o sorvete).

E esses foram só os produtos que eu vi no quarteirão do meu hotel...será que tinham mais?
Un bacio ;-)

Amor num futuro próximo

Falamos pouco por aqui de amor romântico. Muito porque a idéia do blog é tratar de um amor mais amplo - que pode ser entre pessoas que não se conhecem, ou por lugares, ou por um propósito. Mas, quando falamos de amor romântico, parece que todo mundo gosta. Afinal, como disse o filósofo Francês André Comte-Sponville "O amor, tomado de si mesmo, é o tema mais interessante, quase sempre, para quase todo mundo".  

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Será lançado no final do mês nos Estados Unidos o novo filme do Spike Jonze, "Her" ("Ela") é um romance que causa uma reflexão sobre o impacto da evolução da tecnologia nas relações pessoais. O filme se passa num futuro próximo. O protagonista Joaquim Phoenix se apaixona por Samantha, que não é uma pessoa real e sim um sistema operacional com inteligência artificial, interpretada por Scarlett Johansson.

Dizem por aí que estréia aqui no Brasil em janeiro, mas até lá imagino que a Love Story de Jonze vai dar o que falar. A história é intrigante e adequada ao tempo de amores líquidos, interpretada por um bom elenco - e, para melhorar,  parece que a trilha sonora é do Arcade Fire.

A revolução é o amor

Charles Esenstein, para mim, tem uma das melhores definições de amor, que citei no primeiro post do blog.

O vídeo abaixo, que vai até virar filme, é um dos melhores sobre o Movimento Occupy Wall Street. Acho que parte da beleza vem da síntese que ele faz do despertar pelo qual o mundo está passando, ao mesmo tempo em que mostra uma nova forma de lidar com nossos antigos problemas.

Para conhecer mais ideias do Charles sobre uma nova economia, visite http://sacred-economics.com. Para ver o vídeo com legendas, clique aqui.

Eu acho que o amor é a experiencia de conexão com outro ser. Um economista pode dizer: ‘mais para você é menos para mim’. Mas quem ama sabe que mais para você é mais para mim também. Se você ama alguém, a felicidade do outro é a sua felicidade. A dor do outro é a sua dor. A percepção de si se expande para incluir outros seres.
— Charles Eisenstein

Pobreza, dinheiro - e amor

O que você sente quando alguém vem te pedir esmola?
a) alegria;
b) culpa;
c) um pouco de medo.
E quando você dá dinheiro, você:
a) acha que está realmente ajudando aquela pessoa a ter uma vida melhor;
b) imagina que ela vai usar o dinheiro para comprar algum tipo de droga;
c) se sente temporariamente aliviado e menos culpado por ter mais dinheiro do que ela.

Nesse Ted Talk, Jessica Jeckley, co-fundadora do Kiva.org, conta como a percepção dela em relação aos pobres mudou através do contato com histórias de pequenas mudanças e transformações nas vidas deles.

Inspirada na teoria de Muhammad Yunus e seus negócios sociais (como o Grameen Bank), Jessica co-fundou o Kiva.org, uma comunidade online que ajuda pessoas a emprestarem dinheiro a pequenos empreendedores no mundo inteiro.

Mais amor por favor

Todo o movimento "Mais amor por favor" começou em 2009, a partir de tags em orelhões espalhados por São Paulo. Em meio a uma cidade cinza, dura e veloz, era um pedido, uma imploração, por mais gentileza, cuidado e carinho. Logo em seguida, o pedido virou pixação, mas em letra cursiva, respeitando a delicadeza que vem junto com o amor. Depois virou cartaz e, a partir daí, assumiu a forma de um organismo vivo. Invadiu não só os muros de São Paulo, como de outras cidades também. Se alastrou pela internet, ganhou fãs e adeptos, virou inspiração.

Assim como o trabalho de Roadsworth, o movimento iniciado por Ygor Marotta tenta surpreender o observador, causar uma reflexão e levar à ação, através de pequenos gestos de respeito, solidariedade e generosidade.

Veja o vídeo feito para comemor do aniversário de SP e curta o movimento no facebook.

"Mais amor por favor" vira pixação, mas em letra cursiva, respeitando a delicadeza que se espera do amor.

Foto: Ygor Marotta.com

Cartaz Mais amor por favor - São Paulo

Foto: Ygor Marotta.com

Cartaz Mais amor por favor - Rio de Janeiro

Foto: Ygor Marotta.com

Parabéns para SP

Sexta-feira passada, São Paulo completou 459 anos de idade. Nessa data, não posso deixar de reconhecer que São Paulo é a cidade que mais acolhe brasileiros de todas as latitudes e longitudes. Uma cidade que, sem acidentes geográficos óbvios, precisou ser criada por gente que varou continente adentro. Subiram a serra a mula, plantaram com enxada, desbravaram com coragem. Símbolo ímpar da possibilidade do projeto empreendedor brasileiro, como diria um amigo meu.

Independente disso tudo, quem mora aqui sabe algumas das críticas que a cidade recebe. O trânsito, a predominância da cor cinza, a violência, a dureza.

Nada melhor para contrapor isso tudo do que uma série de manifestações de amor que a cidade tem recebido. O guia da semana reuniu tudo num vídeo só. Depois farei um post sobre alguns deles, para contar um pouco de cada história.

Como carioca que mora há quase dois anos na cidade - e, por isso, é considerada uma traidora - aproveito para deixar o relato de uma grande amiga, que tem o poder de expressar esse contexto muito melhor do que eu: http://cativeiroimaginario.blogspot.com.br/2012/01/o-traidor.html

Video dica da Daniella Brochado ;-)