Love Tunnel NYC 2017

Faz alguns anos que um grande amigo, o fotógrafo Ruvan Wijesooriya, cria uma instalação no metrô de Nova Iorque a cada dia 14 de fevereiro, Dia dos Namorados aqui nos EUA e alguns outros países. Numa parede da estação, espalha fotos que representam o que é amor para ele - muitas pessoas se beijando, corações, momentos de alegria, natureza. As fotos são um presente não só para se ver, mas também para guardar. Quem passa por lá é convidado a pegar uma foto para si e participar dessa corrente de gentileza e generosidade.

by bfeigon

by bfeigon

Ruvan coleciona fotos de pessoas se beijando e na edição do ano passado chamou amigos para irem no seu estudio para serem fotografados. Na minha foto com o Andrew não teve essa sorte de ser produzida - é um beijo desengonçado, real e espontâneo ;-)

Esse ano ele decidiu expandir a iniciativa e pedir para que as pessoas contribuam com suas próprias fotos para o Love Tunnel NYC 2017. Então, se você quer fazer parte dessa instalação e tem uma foto que represente o que é amor pra você, acesse esse link aqui e clique em "submit a photograph" para fazer o upload. Ela será impressa e exposta nessa linda manifestação de amor, tão necessária nos tempos que estamos vivendo.

Miami Art Basel 2015

Esse ano fui pela primeira vez à versão Miamense da feira de arte Suiça, a Art Basel. Esse evento que acontece sempre depois do feriado americano de Thanksgiving faz a cidade ferver de gente, de festas baphônicas e, claro, de feiras paralelas à feira de Art Basel em si. A cada ano novas feiras satélites aparecem e no ano seguinte já cobram uma pequena fortuna para as galerias que querem ter suas cabinezinhas lá dentro.

Art Basel começou na quarta-feira dia 2 de dezembro ~ pros VIPS; aquela galera que tem a bala na agulha pra comprar arte caríssima ou alguém conectado com o meio (ou alguém que conhece alguém conectado no meio). Algumas feiras paralelas fazem suas aberturas algumas noites antes de Basel, então a festança começa bem na segunda-feira. Isso porque, dependendo da feira, os eventos são regados a comidinhas e muito champanhe.

A primeira feira que fui foi uma dessas novas que estreiou esse ano, a X Contemporary. Ela montou sua tent em Wynwood, o bairro hypado e jovem de Miami, coberto de arte urbana em seus muros, galerias de arte e lojinhas bacanas. Fui antes mesmo dela abrir, pra ajudar um amigo fotógrafo que estava montando seu booth. Dias antes da feira começar, via-se artistas e grafiteiros trabalhando nas ruas até altas horas, terminando novos murais. Confesso que as galerias que estavam expondo lá não me impressionaram muito, apesar da organização e estrutura da feira serem impecáveis, mas tenho certeza de que ano que vem deve estar melhor.

Antes da abertura de Basel fui também na feira Pinta focada em arte da América do Sul, Espanha e Portugal. A feira fica num prédio enorme, que hospedou outras coleções de arte e outros eventos ligados à feira. Pinta, como era de se esperar, estava cheia de arte e visitantes brasileiros, tinha uma boa organização de cabines e galerias com uma curadoria muito bem feita.

Nas redondezas de Wynwood fui também na ArtMiami e na Context Art Miami, duas feiras irmãs que ficam grudadinhas. A Art Miami é uma feira que já cresceu bastante. Com isso, as galerias que compram cabines lá precisam desembolsar uma boa grana para estarem presentes, então a sensação que dá é que elas expõem suas obras mais caras para que sejam vendidas e o investimento inicial coberto. Então a exposição de uma galeria parece ser um pout pourri de obras que não tem nada a ver umas com as outras. Já a Context Art Miami brilhou e foi uma das minhas prediletas. Por provalvemente ter um custo mais baixo, as galerias apresentavam obras mais harmônicas, que dialogavam entre si e mostravam um estilo de curadoria. Alem disso, a própria feira parecia ter uma organização que fazia mais sentido, como galerias de uma mesma nacionalidade perto uma das outras; corredores de galerias koreanas juntas, ou galerias russas juntas davam a sensação de você estar passeando por um estilo de arte mais coeso.

Finalmente chegou o dia de visitar a grande estrela, Art Basel. E coloca grande nisso. A feira é giga,  lo-ta-da de gente e impossível de ver inteira em um dia, isto é, caso você queira absorver alguma coisa. Eu fui duas vezes ao centro de convenções onde ela acontece em Miami Beach e, mesmo assim, confesso que não consegui absorver tudo. Vi muita coisa legal e algumas não tão legais, mas é muita gente junta esbarrando em você, o que tira um pouco da minha concentração.

Por falar em esbarrar, Art Basel esse ano ainda contou com o acontecimento bizarro de uma moça ser esfaqueada dentro da feira. Eu estava lá na hora que aconteceu mas, como a feira é enorme, não vi nada. O mais curioso do fato é que ao ver a moça ser esfaqueada por uma outra mulher as pessoas que estava por perto acharam que era uma performance conceituoomm e ninguém ajudou a pobre coitada, só  tirou foto. Mas, não se preocupe, a polícia logo prendeu a malucona que estava armada com uma faca olfa e que dizem que pretendia matar mais outras duas pessoas.

Ao lado de Art Basel tinha a barraca do Design Miami, que mostra alguns dos mais prestigiados designers, marcas, galerias e escritórios do mundo. Achei algumas peças bem interessantes e outras nem tanto. Os irmãos Campana tinha um booth lá lindo com um novo trabalho inspirado em cangaceiros.

Pra finalizar, fui em duas feiras que ficam ~apenas~ na areia de Miami Beach, a Scope e Untitled. Vou te dizer que é um luxo visitar feiras na beira da água. O legal da Scope é que é uma feira na qual um mero mortal como eu consegue adquirir arte se quiser (não que eu tenha feito isso, com o dólar a 4). Tinha alguns trabalhos originais, interessantes e relativamente acessíveis. Já a Untitled, da qual eu esperava bastante coisa, tinha uma disposição ótima de booths, com bastante espaço para você transitar, mas a arte em si não impressionou. 

Demorei para me recuperar dos dias batendo pé pelas feiras e das noites de farra. É muita arte junta que sobrecarrega a mente e a andança cansa o corpo. Mas o processo é delicioso e a sensação no final é incrível. Agora que já conheço o esquema, ano que vem quero me planejar para assistir as palestras que diversas dessas feiras organizam, com acesso livre ao público. Algumas delas trazem artistas renomados para contarem dos seus processos e criações. Quem mais quer vir junto?

Amor na prateleira - Nova Iorque

Para mim já virou uma pequena tradição do blog registrar em viagens por aí registros de amor à venda. Mas isso acaba extrapolando, como no caso de Nova Iorque, para registros de amor não só nas prateleiras mas nas paredes das ruas.

Passei alguns dias na Big Apple mas mal entrei em lojas. Em Brooklyn entrei em algumas e fiz questão em passar na loja temporária da Tattly, de tatuagens ~também~ temporárias, que eu adoro e sou fã desde que eles começaram. Abaixo estão algumas das tatuagens deles que falam de amor. Eu comprei o coração anatômico? Óbveo que sim.

Entrei também numa loja que só vendia coisas feitas em Brooklyn, a Made in Brooklyn. Confesso que conheço pouco de NY e uma das coisas que aprendi nesses dias por lá foi o sentimento bairrista do Brooklyn, que eu adorei.

Mas espontâneo mesmo é a manifestação de amor nas ruas. Seja o Einstein falando, seja um amor declarado aos bichinhos, ou uma representação abstrata de seres humanos e seus corações (viajei?).

Love is the answer, no matter the question.

Love is the answer, no matter the question.

A revolução é o amor

Charles Esenstein, para mim, tem uma das melhores definições de amor, que citei no primeiro post do blog.

O vídeo abaixo, que vai até virar filme, é um dos melhores sobre o Movimento Occupy Wall Street. Acho que parte da beleza vem da síntese que ele faz do despertar pelo qual o mundo está passando, ao mesmo tempo em que mostra uma nova forma de lidar com nossos antigos problemas.

Para conhecer mais ideias do Charles sobre uma nova economia, visite http://sacred-economics.com. Para ver o vídeo com legendas, clique aqui.

Eu acho que o amor é a experiencia de conexão com outro ser. Um economista pode dizer: ‘mais para você é menos para mim’. Mas quem ama sabe que mais para você é mais para mim também. Se você ama alguém, a felicidade do outro é a sua felicidade. A dor do outro é a sua dor. A percepção de si se expande para incluir outros seres.
— Charles Eisenstein

Mais amor por favor

Todo o movimento "Mais amor por favor" começou em 2009, a partir de tags em orelhões espalhados por São Paulo. Em meio a uma cidade cinza, dura e veloz, era um pedido, uma imploração, por mais gentileza, cuidado e carinho. Logo em seguida, o pedido virou pixação, mas em letra cursiva, respeitando a delicadeza que vem junto com o amor. Depois virou cartaz e, a partir daí, assumiu a forma de um organismo vivo. Invadiu não só os muros de São Paulo, como de outras cidades também. Se alastrou pela internet, ganhou fãs e adeptos, virou inspiração.

Assim como o trabalho de Roadsworth, o movimento iniciado por Ygor Marotta tenta surpreender o observador, causar uma reflexão e levar à ação, através de pequenos gestos de respeito, solidariedade e generosidade.

Veja o vídeo feito para comemor do aniversário de SP e curta o movimento no facebook.

"Mais amor por favor" vira pixação, mas em letra cursiva, respeitando a delicadeza que se espera do amor.

Foto: Ygor Marotta.com

Cartaz Mais amor por favor - São Paulo

Foto: Ygor Marotta.com

Cartaz Mais amor por favor - Rio de Janeiro

Foto: Ygor Marotta.com