12 tipos de gentileza

Nova Iorque é uma cidade que, apesar de suas maravilhas, todos dizem que é difícil de morar. Altamente competitiva, trânsito caótico, pessoas mal-educadas, lixo nas ruas. "If you can make it there, you can make it anywhere". E foi lá que dois amigos e designers criaram um projeto que questiona a dificuldade que os habitantes da cidade tem em seres mais gentis, em olharem pro próximo, em estarem em serviço do outro e não só de si mesmos. Eles pegaram aquelas frases que sempre ouvimos como "faça com os outros o que você gostaria que fizessem com você" e criaram formas de colocar isso em prática. O resultado foram 12 passos de gentileza, que eles adotaram ao longo de 12 meses e que começaram a dividir com o mundo agora em janeiro através do projeto 12 Tipos de Gentileza.

O site do projeto conta com vídeos que explicam os passos, como eles levaram isso pro mundo físico e como viver cada passo impactou a vida deles. Os relatos tanto da Jessica quanto do Timothy são profundos e sinceros, trazendo à tona traumas que cada um tem do seu passado e causando reflexões importantes sobre como eles agem no presente. Um projeto envolvente e lindo, cheio de cores, leveza e bom humor.

Como bons criativos, eles criam para cada passo e suas histórias ilustrações lindas que eles disponibilizam para baixar num tumblr dos 12 tipos de gentileza e convidam cada um a participar ou criar seus próprios passos. Tão inspirador duas pessoas se mostrando vulneráveis pro mundo, num projeto que integra o melhor do mundo físico com o mundo digital para fazer a gente refletir sobre aquilo que fazemos no dia-a-dia.

Aqui vai o terceiro passo, onde eles se colocam no lugar de duas pessoas que todo mundo detesta; o cara de telemarketing e aquelas pessoas que ficam no meio da rua pedindo uma doação.

Só um cuidado: o site vicia. Já passei horas lendo as histórias de cada um...e só cheguei ao passo 3. Sem contar que vi que os dois também tem um outro projeto, o 40 Days of Dating, que eu nem comecei a ler ainda.


Amor na prateleira - Nova Iorque

Para mim já virou uma pequena tradição do blog registrar em viagens por aí registros de amor à venda. Mas isso acaba extrapolando, como no caso de Nova Iorque, para registros de amor não só nas prateleiras mas nas paredes das ruas.

Passei alguns dias na Big Apple mas mal entrei em lojas. Em Brooklyn entrei em algumas e fiz questão em passar na loja temporária da Tattly, de tatuagens ~também~ temporárias, que eu adoro e sou fã desde que eles começaram. Abaixo estão algumas das tatuagens deles que falam de amor. Eu comprei o coração anatômico? Óbveo que sim.

Entrei também numa loja que só vendia coisas feitas em Brooklyn, a Made in Brooklyn. Confesso que conheço pouco de NY e uma das coisas que aprendi nesses dias por lá foi o sentimento bairrista do Brooklyn, que eu adorei.

Mas espontâneo mesmo é a manifestação de amor nas ruas. Seja o Einstein falando, seja um amor declarado aos bichinhos, ou uma representação abstrata de seres humanos e seus corações (viajei?).

Love is the answer, no matter the question.

Love is the answer, no matter the question.