Love Tunnel NYC 2017

Faz alguns anos que um grande amigo, o fotógrafo Ruvan Wijesooriya, cria uma instalação no metrô de Nova Iorque a cada dia 14 de fevereiro, Dia dos Namorados aqui nos EUA e alguns outros países. Numa parede da estação, espalha fotos que representam o que é amor para ele - muitas pessoas se beijando, corações, momentos de alegria, natureza. As fotos são um presente não só para se ver, mas também para guardar. Quem passa por lá é convidado a pegar uma foto para si e participar dessa corrente de gentileza e generosidade.

by bfeigon

by bfeigon

Ruvan coleciona fotos de pessoas se beijando e na edição do ano passado chamou amigos para irem no seu estudio para serem fotografados. Na minha foto com o Andrew não teve essa sorte de ser produzida - é um beijo desengonçado, real e espontâneo ;-)

Esse ano ele decidiu expandir a iniciativa e pedir para que as pessoas contribuam com suas próprias fotos para o Love Tunnel NYC 2017. Então, se você quer fazer parte dessa instalação e tem uma foto que represente o que é amor pra você, acesse esse link aqui e clique em "submit a photograph" para fazer o upload. Ela será impressa e exposta nessa linda manifestação de amor, tão necessária nos tempos que estamos vivendo.

Cor agem

Eu ainda não escrevi nada sobre a atual situação política americana, mas não será dessa vez que vou endereçar o assunto. Além de ainda estar digerindo tudo que aconteceu e que vem acontecendo, o papo é delicadíssimo e merece dedicação e cuidado.

Mas hoje eu queria falar sobre a medalha que a Ellen Degeneres recebeu do atual MARAVILHOSO presidente dos Estados Unidos, o Barack Obama. Ela recebeu a medalha da "Liberdade" a mais alta condecoração que um cidadão comum pode receber.

No seu discurso, Obama destacou como foi importante não só para a comunidade LGBT a Ellen ter se assumido gay há quase 20 anos atrás, mas como isso foi importante para toda sociedade. Um lembrete importante sobre agir com o coração, o significado de coragem.

E, na Casa Branca, ela ainda aproveitou para fazer video do mannequin challenge épico.

Mais pintos, menos armas

Uma lei que foi aprovada no ano passado permite que a partir de agosto de 2016 pessoas com autorização para portar armas possam levar seus revólveres para dentro das universidades, dormitórios e algumas outras áreas do campus de escolas públicas e privadas no Texas.

A Universidade de Texas, em Austin, uma das cidades mais liberais do estado, virou palco para essa discussão sem fim entre o direito dos cidadãos americanos portarem armas e os riscos que os opositores sentem em estarem num ambiente com pessoas armadas. Esse debate acontece em diversos ambientes da sociedade americana mas os opositores, nesse caso, vêem ainda mais implicações negativas no meio acadêmico, que pressupõem liberdade de expressão.

Na Universidade de Texas um movimento de estudantes liderado por mulheres contra o porte de armas no campus decidiu se manifestar carregando pelo campus grandes falos de plástico. A lógica por trás? Hoje no Texas você tem direito à carregar uma arma letal dentro de uma universidade mas você é proibido de carregar objetos considerados "obscenos". Risos, né?

Reuters Staff / Reuters

Reuters Staff / Reuters

A mulherada distribuiu no primeiro dia de aula pintos gigantes de plástico e estão incentivando que todos andem com eles pendurados nas mochilas. O movimento se chama "Cocks, not glocks" (pintos, não armas) e a ideia é resistir o absurdo de forma absurda. O protesto é contundente, bem humorado e cheio de trocadilhos. Achei GE-NI-AL. Todo meu apoio para essa galera.

Reuters Staff / Reuters

Reuters Staff / Reuters

Historicamente é até interessante entender de onde veio a segunda emenda da constituição que garante o direto à porte de armas; veio da necessidade de garantir que o povo sempre teria forças para se opor à um governo repressor. Mas os tempos mudaram né? Hoje não é só com armas que o povo garante seu poder. E isso que eu nem tô falando do absurdo que uma arma é. A banalidade com a qual é tratado um objeto que com o puxar de um gatilho tira a vida de alguém retrata uma sociedade que parece não valoriza muito a vida.

 

 

Girl Power nas Olimpíadas

A gente sabe que nessas Olimpíadas o machismo ainda insistiu em se manifestar tanto no Brasil quanto por esse mundão a fora. O bom é o a galera não deixa barato. Veja alguns comentários abaixo e os tweets.

Oi? E a menção ao abandono do pai? Ou foi só a mãe que abandonou?

A mana bate recorde, ganha medalha e o marido que é o responsável, de acordo com o comentarista da NBC. Repito: oi?

Mas, apesar dessa miopia social que estamos aos poucos combatendo, a gente viu muito brilho da mulherada. A "lacração" começou na cerimônia de abertura dos jogos. Além de linda, sofisticada e cheio de significado, a abertura contou com Mc Soffia e Karol Conka e sua música poderosa sobre empoderamento feminino.

A Rafaela Silva superou um começo de vida difícil na Cidade de Deus, foi duramente criticada e insultada por sua performance em Londres em 2012 e mesmo assim conquistou o primeiro ouro Brasileiro nos jogos do Rio. Sambou na cara da sociedade.

A Joanna Maranhão não chegou ao pódio e, como Rafaela em 2012, sofreu todo tipo de xingamento racista e insulto na internet. Ela brilhou ao se comprometer a processar quem a ofendeu na internet. Sabe porque ela brilhou? Por que racismo é CRIME, Brasil. Espero que ela siga a diante com essa promessa ainda porque ela vai reverter todo din din arrecadado para uma boa causa - o combate à pedofilia.

Se você quiser ver mais atletas brilhando, dá uma olhada no apanhado que o Think Olga fez através do Olga Esporte Clube.

Para finalizar (só para eu parar de escrever, e não por que não haja outros exemplos incríveis), temos as guerreiras do nosso futebol feminino que ontem jogaram com corpo e alma mas não conseguiram seguir para final que, na minha opinião, era mais do que merecida.

Foto: Ricardo Stuckert

Foto: Ricardo Stuckert

A triste realidade é que atletas mulheres continuam ganhando menos que jogadores masculinos, mesmo nos casos em que elas tem uma performance superior, como é o caso da Marta comparada ao Neymar. Mas com a garra que as mulheres tem mostrado no esporte, acho que esse quadro vai se revertendo aos poucos à medida que elas vão recebendo mais reconhecimento e atenção, que levará à mais patrocínios e cobertura de mídia.

Pra mim fica a inspiração que são essas mulheres que superam tantas dificuldades e conseguem mostrar com cada passo e cada conquista que um mundo diferente não só é possível mas já é real. E também fica a importância de cada um nós defender cada injustiça que vemos, seja com um tweet, uma conversa no bar ou até mesmo um post num blog.

A união faz a força (ou por que eu parei de usar sutiã)

Está meio difícil (#semprefoi) ler as notícias hoje em dia. Eu confesso que tenho ficado horrorizada com as meninas sendo estupradas no Brasil, um estuprador sendo absolvido nos EUA e escravas sexuais sendo queimadas em praça pública no Iraque, tudo isso na mesma semana. Brabeira pesada...eu sei.

Mas eu não estou aqui para falar disso. Estou aqui para falar sobre um aspecto micro dessa cultura do estupro, da desvalorização do corpo e da importância das mulheres. Estou aqui para falar sobre uma parte que compõem esse todo. Estou aqui para falar sobre mamilos.

Mamilos são muito polêmicos. Disso já sabemos. Se você é mulher, sabe que não é totalmente aceitável andar na rua sem sutiã. Sabe que não é apropriado usar uma roupa na qual dê para ver a protuberância dos seus mamilos. Sabe que se for sair na rua sem sutiã vai receber mais olhares, comentários e estranhamento. Que se encontrar pessoas conhecidas, ou até mesmo familiares seus, vai se sentir desconfortável e exposta. Oi? Por que, Brasil?

Nós somos mulheres, mamíferos e temos mamas. E essas mamas têm mamilos. Porque uma parte natural do nosso corpo causa tanto estranhamento? Eu não posso usar sutiã com aro de metal por uma questão médica. Desde que descobri isso, sempre tive enorme dificuldade em achar sutiã sem aro e com bojo. Para quê? Disfarçar meus mamilos e fingir que eles não existem.

Dentro desse cenário muito louco algumas escolas têm se visto no direito de pedir para alunas que venham para a escola obrigatoriamente usando sutiã.

No caso mais recente aqui nos EUA, uma jovem foi pra escola com uma blusa preta sem sutiã, mas usando adesivos para cobrir os mamilos. O diretor da escola chamou ela para um papo dizendo que um dos professores estava desconfortável com o fato dela estar sem sutiã, e que ela precisava achar alguma coisa para se cobrir.

Por que uma menina deveria ser obrigada a usar essa peça? Por que nós mulheres temos que nos adaptar ao incômo que os homens sentem sem nenhuma razão bem fundamentada? Dá uma olhada na roupa que a Kaitlyn Juvik tava usando no dito dia.

O legal dessa história é que várias pessoas apoiaram a Kaitlyn, que começou uma página na internet chamada No Bra No Problem. E não foram só as meninas...os rapazes da escola também mostraram seu apoio, usando sutiãs por cima da blusa deles como forma de protesto. E a causa viralizou pela internet, gerando mais e mais apoio.

Tem um outro movimento dessa vertente, o Free The Nipple, que luta por igualdade de gêneros que também tem ecoado no mundo todo.

Eu tento não usar mais sutiã. É mais confortável, é mais prático, é melhor pra minha saúde. É uma contínua tentativa porque tem algumas situações das quais eu não consigo escapar. E por que eu acho isso relevante? Porque é uma micro forma de resistência. Porque nossos corpos são hiper-sexualizados diariamente e depois culpados pelos impulsos sexuais e irracionais dos outros. E porque eu acho que é mais um tema dentro do grande assunto "feminismo" que todos juntos precisamos encarar - do mesmo jeito que fizeram nessa escola.

#mexeucomumamexeucomtodas
#meucorpominhasregras
#freethenipple

 

 

 

12 tipos de gentileza

Nova Iorque é uma cidade que, apesar de suas maravilhas, todos dizem que é difícil de morar. Altamente competitiva, trânsito caótico, pessoas mal-educadas, lixo nas ruas. "If you can make it there, you can make it anywhere". E foi lá que dois amigos e designers criaram um projeto que questiona a dificuldade que os habitantes da cidade tem em seres mais gentis, em olharem pro próximo, em estarem em serviço do outro e não só de si mesmos. Eles pegaram aquelas frases que sempre ouvimos como "faça com os outros o que você gostaria que fizessem com você" e criaram formas de colocar isso em prática. O resultado foram 12 passos de gentileza, que eles adotaram ao longo de 12 meses e que começaram a dividir com o mundo agora em janeiro através do projeto 12 Tipos de Gentileza.

O site do projeto conta com vídeos que explicam os passos, como eles levaram isso pro mundo físico e como viver cada passo impactou a vida deles. Os relatos tanto da Jessica quanto do Timothy são profundos e sinceros, trazendo à tona traumas que cada um tem do seu passado e causando reflexões importantes sobre como eles agem no presente. Um projeto envolvente e lindo, cheio de cores, leveza e bom humor.

Como bons criativos, eles criam para cada passo e suas histórias ilustrações lindas que eles disponibilizam para baixar num tumblr dos 12 tipos de gentileza e convidam cada um a participar ou criar seus próprios passos. Tão inspirador duas pessoas se mostrando vulneráveis pro mundo, num projeto que integra o melhor do mundo físico com o mundo digital para fazer a gente refletir sobre aquilo que fazemos no dia-a-dia.

Aqui vai o terceiro passo, onde eles se colocam no lugar de duas pessoas que todo mundo detesta; o cara de telemarketing e aquelas pessoas que ficam no meio da rua pedindo uma doação.

Só um cuidado: o site vicia. Já passei horas lendo as histórias de cada um...e só cheguei ao passo 3. Sem contar que vi que os dois também tem um outro projeto, o 40 Days of Dating, que eu nem comecei a ler ainda.


O ano que passou

Para mim, assim como para muitas da minhas, o ano de 2015 foi o ano das mulheres.

Foi o humor da Amy Schumer e sua inedequação aos padrões de beleza tradicionais;

by Annie Leibovitz

by Annie Leibovitz

A leveza e generosidade da Ellen Degeneres

O empoderamento de mulheres como MC Carol, negra, gorda e moradora de comunidade

O sarcasmo da Tina Fey e da Amy Pohler

A heroína do novo Star Wars ser uma mulher

via http://casadocastor.tumblr.com/post/136140096453

via http://casadocastor.tumblr.com/post/136140096453

A arte que questiona padrões de beleza como da Rupi Kaur

Foram as minhas amigas maravilhosas, empreendedoras, empresárias, blogueiras, professoras, ativistas sociais e mães sendo quem elas são e me inspirando a cada dia a ser uma pessoa e mulher melhor.

Foi ver a obra da The Dinner Party criada por Judy Chicago nos anos 70, que celebra mulheres importantes e anônimas da nossa história, e lembrar que essa é uma luta por direitos que não começou esse ano, mas que eu espero que acabe muito em breve.

The Dinner Party por Judy Chicago


Miami Art Basel 2015

Esse ano fui pela primeira vez à versão Miamense da feira de arte Suiça, a Art Basel. Esse evento que acontece sempre depois do feriado americano de Thanksgiving faz a cidade ferver de gente, de festas baphônicas e, claro, de feiras paralelas à feira de Art Basel em si. A cada ano novas feiras satélites aparecem e no ano seguinte já cobram uma pequena fortuna para as galerias que querem ter suas cabinezinhas lá dentro.

Art Basel começou na quarta-feira dia 2 de dezembro ~ pros VIPS; aquela galera que tem a bala na agulha pra comprar arte caríssima ou alguém conectado com o meio (ou alguém que conhece alguém conectado no meio). Algumas feiras paralelas fazem suas aberturas algumas noites antes de Basel, então a festança começa bem na segunda-feira. Isso porque, dependendo da feira, os eventos são regados a comidinhas e muito champanhe.

A primeira feira que fui foi uma dessas novas que estreiou esse ano, a X Contemporary. Ela montou sua tent em Wynwood, o bairro hypado e jovem de Miami, coberto de arte urbana em seus muros, galerias de arte e lojinhas bacanas. Fui antes mesmo dela abrir, pra ajudar um amigo fotógrafo que estava montando seu booth. Dias antes da feira começar, via-se artistas e grafiteiros trabalhando nas ruas até altas horas, terminando novos murais. Confesso que as galerias que estavam expondo lá não me impressionaram muito, apesar da organização e estrutura da feira serem impecáveis, mas tenho certeza de que ano que vem deve estar melhor.

Antes da abertura de Basel fui também na feira Pinta focada em arte da América do Sul, Espanha e Portugal. A feira fica num prédio enorme, que hospedou outras coleções de arte e outros eventos ligados à feira. Pinta, como era de se esperar, estava cheia de arte e visitantes brasileiros, tinha uma boa organização de cabines e galerias com uma curadoria muito bem feita.

Nas redondezas de Wynwood fui também na ArtMiami e na Context Art Miami, duas feiras irmãs que ficam grudadinhas. A Art Miami é uma feira que já cresceu bastante. Com isso, as galerias que compram cabines lá precisam desembolsar uma boa grana para estarem presentes, então a sensação que dá é que elas expõem suas obras mais caras para que sejam vendidas e o investimento inicial coberto. Então a exposição de uma galeria parece ser um pout pourri de obras que não tem nada a ver umas com as outras. Já a Context Art Miami brilhou e foi uma das minhas prediletas. Por provalvemente ter um custo mais baixo, as galerias apresentavam obras mais harmônicas, que dialogavam entre si e mostravam um estilo de curadoria. Alem disso, a própria feira parecia ter uma organização que fazia mais sentido, como galerias de uma mesma nacionalidade perto uma das outras; corredores de galerias koreanas juntas, ou galerias russas juntas davam a sensação de você estar passeando por um estilo de arte mais coeso.

Finalmente chegou o dia de visitar a grande estrela, Art Basel. E coloca grande nisso. A feira é giga,  lo-ta-da de gente e impossível de ver inteira em um dia, isto é, caso você queira absorver alguma coisa. Eu fui duas vezes ao centro de convenções onde ela acontece em Miami Beach e, mesmo assim, confesso que não consegui absorver tudo. Vi muita coisa legal e algumas não tão legais, mas é muita gente junta esbarrando em você, o que tira um pouco da minha concentração.

Por falar em esbarrar, Art Basel esse ano ainda contou com o acontecimento bizarro de uma moça ser esfaqueada dentro da feira. Eu estava lá na hora que aconteceu mas, como a feira é enorme, não vi nada. O mais curioso do fato é que ao ver a moça ser esfaqueada por uma outra mulher as pessoas que estava por perto acharam que era uma performance conceituoomm e ninguém ajudou a pobre coitada, só  tirou foto. Mas, não se preocupe, a polícia logo prendeu a malucona que estava armada com uma faca olfa e que dizem que pretendia matar mais outras duas pessoas.

Ao lado de Art Basel tinha a barraca do Design Miami, que mostra alguns dos mais prestigiados designers, marcas, galerias e escritórios do mundo. Achei algumas peças bem interessantes e outras nem tanto. Os irmãos Campana tinha um booth lá lindo com um novo trabalho inspirado em cangaceiros.

Pra finalizar, fui em duas feiras que ficam ~apenas~ na areia de Miami Beach, a Scope e Untitled. Vou te dizer que é um luxo visitar feiras na beira da água. O legal da Scope é que é uma feira na qual um mero mortal como eu consegue adquirir arte se quiser (não que eu tenha feito isso, com o dólar a 4). Tinha alguns trabalhos originais, interessantes e relativamente acessíveis. Já a Untitled, da qual eu esperava bastante coisa, tinha uma disposição ótima de booths, com bastante espaço para você transitar, mas a arte em si não impressionou. 

Demorei para me recuperar dos dias batendo pé pelas feiras e das noites de farra. É muita arte junta que sobrecarrega a mente e a andança cansa o corpo. Mas o processo é delicioso e a sensação no final é incrível. Agora que já conheço o esquema, ano que vem quero me planejar para assistir as palestras que diversas dessas feiras organizam, com acesso livre ao público. Algumas delas trazem artistas renomados para contarem dos seus processos e criações. Quem mais quer vir junto?

Amor na prateleira - Nova Iorque

Para mim já virou uma pequena tradição do blog registrar em viagens por aí registros de amor à venda. Mas isso acaba extrapolando, como no caso de Nova Iorque, para registros de amor não só nas prateleiras mas nas paredes das ruas.

Passei alguns dias na Big Apple mas mal entrei em lojas. Em Brooklyn entrei em algumas e fiz questão em passar na loja temporária da Tattly, de tatuagens ~também~ temporárias, que eu adoro e sou fã desde que eles começaram. Abaixo estão algumas das tatuagens deles que falam de amor. Eu comprei o coração anatômico? Óbveo que sim.

Entrei também numa loja que só vendia coisas feitas em Brooklyn, a Made in Brooklyn. Confesso que conheço pouco de NY e uma das coisas que aprendi nesses dias por lá foi o sentimento bairrista do Brooklyn, que eu adorei.

Mas espontâneo mesmo é a manifestação de amor nas ruas. Seja o Einstein falando, seja um amor declarado aos bichinhos, ou uma representação abstrata de seres humanos e seus corações (viajei?).

Love is the answer, no matter the question.

Love is the answer, no matter the question.

Amar é

A artista Puuung acredita que o amor vem de formas que podem passar despercebidas no nosso dia-a-dia. Por isso que ela tenta encontrar o amor presente na rotina e transformá-lo em arte.

As ilustrações dela capturam com delicadeza o amor real que está nos pequenos gestos; uma gentileza, um carinho, um abraço, uma conversa. Tudo isso naquele espaço único criado entre duas pessoas.

Todas terças e sextas ela publica novas ilustrações lá no Grafolio.com e Facebook. Vai lá ;-)

Meu jeito atual de amar - via facetime.

Meu jeito atual de amar - via facetime.

Amor na prateleira - Los Angeles

À caminho de São Francisco, numa viagem recente, fiz uma escala de 8 horas em Los Angeles antes de chegar no meu destino final. Fui indicada a ir direto para Abbot Kiney - uma rua hypada no delicioso bairro de Venice Beach.

Cheguei cedinho de manhã, com as lojas todas fechadas, atletas de final de semana saindo pra pedalada matinal e alguns madrugadeiros e ioguis correndo pra tomar o primeiro copo de café orgânico, da rede de comércio justo, cultivado por mulheres empoderadas em algum país cujo nome ninguém conhece. Logo me senti em casa.

A rua é cheia de lojinhas autênticas que misturam o moderno com o vintage, cheia de restaurantes e cafés que só servem o que tem de mais saudável naquele momento.

Uma das lojas que visitei foi o coffee shop da Tom's. Tom's é um dos exemplos mais citados hoje quando se pensa em um novo jeito de fazer negócios, que visa não só o lucro mas também deixar o mundo um pouquinho melhor. Tom's começou vendendo sapatos - a cada um que você comprava, eles davam um par para uma criança que precisasse em algum lugar do mundo, acreditando que estar calçado traz dignidade para uma criança. Afinal, não se pode entrar numa escola descalço. Tom's migrou para óculos - no mesmo esquema buy one give one e mais recentemente começaram a vender café - do tipo que eu mencionei no segundo parágrafo. A compra de cada pacote de café resulta no fornecimento de 140 litros de água para uma família em alguma região de cultivo de café.

Ta rolando, há algum tempo já, uma febre de tatuagens temporárias. As primeiras que eu comprei foram da Tattly, projeto paralelo da SwissMiss, que designer suiça irradicada em NY que eu amo. E numa loja hippie em Abbot Kinney achei uma variação temática e conceitual dessas tatuagens. Cada pacotinho tinha um kit com tattoos sobre presença, amor e empoderamento.

Fora todas as variações clássicas do tema amor - bonés, gravuras e marcas de roupa. Ta, a roda da fortuna na frente de uma loja de tabaco não é bem um clássico, mas entrou no pacote.